A crise de abundância, na sociedade mercantil, cria uma situação paradoxal - “a abundância de produtos coexiste com a abundância de consumidores”. A sociedade mercantil criou mecanismos que por um lado impedem os produtores de venderem seus produtos e, por outro, obrigam consumidores a permanecerem com suas necessidades insatisfeitas. Esse conteúdo paradoxal que existe em germe na mercadoria, irá se desenvolver acompanhando a evolução da mercadoria e da própria sociedade mercantil.
Na passagem da sociedade de produtores de mercadorias para a produção capitalista, as limitações que impediam a superprodução generalizada, são superadas, as leis do MPC agem no desenvolvimento do conteúdo (paradoxal), bem como nas duas formas criadas anteriormente, na sociedade mercantil, que estimularam o desenvolvimento da crise de abundância.
A circulação M-D-M no MPC sofre mudanças de ordem qualitativa e conseqüentemente, a função do dinheiro como meio de circulação (1ª forma da crise) sofre grandes modificações, por ex.: o 1° ato M-D não é mais um ato de circulação de mercadorias, mas sim de capital mercadoria sob a forma mercadoria, portanto será um ato M’-D’. Assim, a função do dinheiro como meio de circulação, além de ser de meio de circulação de mercadorias, passa a ser de meio de circulação do capital. No ato seguinte D’-M o produtor capitalista, como personificador do KD realizará 3 atos distintos, dividindo-o em D (quantidade igual ao desembolso inicial) e d (que corresponde a m’ dividida em consumo pessoal e acumulação), na parte a que se refere a D o ato será representado em dois mercados distintos, de meios de produção (relação entre dois capitalistas), que pela aparência é um ato de circulação, mas na essência será um ato de circulação de capital, e o mercado de força de trabalho.
Obs.: Sob o ponto de vista dos capitalistas envolvidos nos atos M-D-M, terão sempre que se encontrar completando suas necessidades inerentes ao sistema, ou seja, estarão sempre adquirindo meios de consumo, meios de produção ou força de trabalho. Para o trabalhador o ato de circulação sempre será um puro ato de circulação de mercadorias.
Ao adquirir FT aliada aos Mp , o capital assumi a forma de KP que tem como única função a produção de novas mercadorias, levando-se a concluir que quanto mais mercadorias forem consumidas mais mercadorias serão lançadas no mercado. O consumo pessoal dos trabalhadores traz também como conseqüências a produção de mercadorias e, portanto, o retorno compulsório ao mercado.
Concluindo, temos que: no MPC o ato M-D-M realiza-se em mercados diferentes e independentes no mercado de bens de consumo, meios de produção e força de trabalho, as proporções das compras-vendas realizadas dependem exclusivamente da reprodução do capital. Se houver a ampliação da separação dos atos de compra-venda, nesses mercados, ultrapassando certos limites, contra ela prevalecerá a unidade através da crise. E a interrupção de um ato venda-compra produzirá um bloqueio em cadeia, na circulação e produção, comprometendo todo o sistema.
domingo, 29 de novembro de 2009
terça-feira, 17 de novembro de 2009
O Dinheiro e a possibilidade das crises
O valor na sociedade mercantil manifesta-se num corpo incômodo, o do dinheiro. Cujo valor-de-uso é puramente ideal, não é capaz de satisfazer necessidades, é, portanto uma não-mercadoria para um produtor Pi qualquer, ou seja, um símbolo puro de valor. Assim sendo a equação dinheiro do valor, diferentemente das outras, deixa de representar a solução da contradição VxVU, pois a materialização de valor no corpo do dinheiro é transitória, uma vez que o VU desta mercadoria especial é ideal. Haverá a criação de uma nova forma de manifestação para a contradição interna VxVU que é a manifestação externa M x D. Esse salto qualitativo de M – M para M-D-M (dinheiro como meio de circulação) elevará o fenômeno da crise para o nível da possibilidades, teremos assim a 1ª forma de manifestação da crise.
Assumir a função de meio de circulação transforma o par compra-venda numa unidade de contrários, pois permite ao mesmo indivíduo ser vendedor e comprador em momentos diferentes, esta unidade tornar-se-á autônoma quando a oposição prevalecer contra a unidade, ou seja, a não solução da contradição venda x compra, cuja crise terá como função revelar a unidade desses elementos que passaram a ficar independentes uns dos outros. O dinheiro pode separar no tempo e no espaço os atos de compra e venda, ninguém pode vender, sem que alguém compre. Mas ninguém é obrigado a comprar imediatamente, apenas por ter vendido.
Outro fato observado, com o dinheiro na função de meio de circulação, é a ilusão provocada pelo seu movimento aparente, resultado do fetichismo que essa forma de cristalização do trabalho humano abstrato introduz na sociedade mercantil, onde a mercadoria aparece como resultado do movimento do dinheiro.
Ainda na sociedade mercantil se dará a 2ª forma de manifestação da crise - o dinheiro como função de meio de pagamento que figurará em duas fases distintas separadas no tempo, em dois papéis distintos (o real e o imaginário). A contradição M x D terá atingido um nível mais elevado aumentando a oposição quantitativamente (maior circulação de mercadorias com um montante menor de dinheiro) e qualitativamente ( circulam mercadorias sem que haja circulação de dinheiro e posteriormente dinheiro sem correspondência com a circulação de mercadorias). Vemos, portanto, na 2ª forma de manifestação da crise, que dinheiro e mercadoria afastam-se autonomizando-se e se essa autonomia prevalecer ultrapassando certos limites, a unidade prevalecerá por meio de uma crise.
Obs.: Essas duas formas de possibilidade de crise ainda se mostram como abstratas, pois é possível uma crise de abundância, mas não uma crise de superprodução geral, a sociedade em questão, a mercantil, ainda apresenta-se com as capacidades de expansão da produção limitadas, porém com essas duas formas teremos o desenvolvimento da crise do campo do possível até o necessário (no MPC).
Assumir a função de meio de circulação transforma o par compra-venda numa unidade de contrários, pois permite ao mesmo indivíduo ser vendedor e comprador em momentos diferentes, esta unidade tornar-se-á autônoma quando a oposição prevalecer contra a unidade, ou seja, a não solução da contradição venda x compra, cuja crise terá como função revelar a unidade desses elementos que passaram a ficar independentes uns dos outros. O dinheiro pode separar no tempo e no espaço os atos de compra e venda, ninguém pode vender, sem que alguém compre. Mas ninguém é obrigado a comprar imediatamente, apenas por ter vendido.
Outro fato observado, com o dinheiro na função de meio de circulação, é a ilusão provocada pelo seu movimento aparente, resultado do fetichismo que essa forma de cristalização do trabalho humano abstrato introduz na sociedade mercantil, onde a mercadoria aparece como resultado do movimento do dinheiro.
Ainda na sociedade mercantil se dará a 2ª forma de manifestação da crise - o dinheiro como função de meio de pagamento que figurará em duas fases distintas separadas no tempo, em dois papéis distintos (o real e o imaginário). A contradição M x D terá atingido um nível mais elevado aumentando a oposição quantitativamente (maior circulação de mercadorias com um montante menor de dinheiro) e qualitativamente ( circulam mercadorias sem que haja circulação de dinheiro e posteriormente dinheiro sem correspondência com a circulação de mercadorias). Vemos, portanto, na 2ª forma de manifestação da crise, que dinheiro e mercadoria afastam-se autonomizando-se e se essa autonomia prevalecer ultrapassando certos limites, a unidade prevalecerá por meio de uma crise.
Obs.: Essas duas formas de possibilidade de crise ainda se mostram como abstratas, pois é possível uma crise de abundância, mas não uma crise de superprodução geral, a sociedade em questão, a mercantil, ainda apresenta-se com as capacidades de expansão da produção limitadas, porém com essas duas formas teremos o desenvolvimento da crise do campo do possível até o necessário (no MPC).
domingo, 15 de novembro de 2009
A mercadoria e o germe da crise
A mercadoria é a forma elementar de toda a riqueza, formada pelo par de contrários dialéticos ValorxValor-de-uso e produto do trabalho humano, traz dentro de si um complexo de relações sociais e está em constante desenvolvimento, assim como as relações sociais que lhe deram origem. Portanto cristalizada sob a forma objeto, mas com sua essência VxVU em dinâmica evolução é o germe da crise do MPC.
A simples existência da mercadoria é suficiente para evidenciar a existência de VxVU, mas a oposição sendo interna a mercadoria só pode ser observada através das relações de troca, ou seja, evidenciando o valor de troca (forma) como manifestação do valor (conteúdo). Excluindo-se a possibilidade de autoconsumo, teremos a 1ª forma de manifestação da oposição VxVU, um produtor não pode consumir o produto de seu próprio trabalho, para ele a mercadoria possui um valor ideal e deverá encontrar no mercado um valor-de-troca onde possa se manifestar. Essa é a condição “sine qua non” para a existência de mercadoria, o produto do trabalho humano, produzido para ser mercadoria, é apenas mercadoria em potencial, pois necessita de reconhecimento social. Os produtores estão inconscientemente ligados pelos elos invisíveis que submetem as partes ao todo e submetidos também a possibilidade de surgirem produtos do trabalho humano para os quais não existem consumidores e não tendo a mercadoria o seu valor-de-uso reconhecido socialmente, ocasionando destruição de trabalho humano gasto inutilmente, haverá também a redução da capacidade de consumo social, pois os produtores que não conseguirem alienar suas mercadorias estarão impossibilitados de adquirir outras. Estará caracterizado, portanto, o germe da crise de abundância e seguir a evolução da contradição VxVU é acompanhar o fenômeno mercadoria e observar simultaneamente a gestação das crises.
O dinamismo da mercadoria é evidenciado no processo das relações de trocas e através do uso das equações do valor, referencial teórico cujos processos das trocas são mais facilmente visualizados, pois representam um estágio historicamente determinado do desenvolvimento das relações de troca. A equação de valor também pode ser considerada como uma unidade formada pelo par de contrários dialéticos FRVxFEV (aplicando-se assim à ela todas as propriedades inerentes a esta categoria da filosofia).
A equação simples do valor (FRV) aM1 = bM2 (FEV), representa uma sociedade onde as trocas são atos isolados sem quaisquer ligações a montante ou a jusante. A equação extensiva (FRV) aM1 = bM2, cM3 ... qMn (FEV) são reconhecidas, nas trocas, os VU’s das mercadorias, mas não há nenhuma mercadoria de aceitação global.
Na equação geral do valor (FRV) bM2, cM3 ... qMn = aM1 (FEV), sendo aM1 de aceitação geral, mas não ainda dinheiro, poderá ela ter dois tipos de utilização: ou como bem de consumo ou como meio de circulação, representando portanto uma situação em que existem relações de troca a montante e a jusante. Ela ainda poderá ser substituída por outra que se apresente mais adequada às necessidades do desenvolvimento das trocas.
O grande salto qualitativo é visto na equação dinheiro do valor (FRV) aM1, bM2 ... qMn = D (FEV), o ouro como equivalente geral exclui definitivamente dessa função todas as outras mercadorias. Todos os produtos serão obrigados a realizar as operações de venda e troca e sempre deixando como prisioneiro da circulação um produtor qualquer possuidor de dinheiro.
Na equação dinheiro do valor a oposição VxVU atinge seu ponto máximo, a oposição interna, em cada mercadoria assumi uma nova forma de manifestação: a forma de oposição externa entre M e D. O reconhecimento do VU como valor-de-uso social do trabalho privado como parcela do trabalho social só poderá efetuar-se através da mercadoria dinheiro. No entanto, a realização do valor de uma mercadoria não significa, para o seu produtor, a aquisição de um VU que o permita satisfazer sua necessidade. O VU do dinheiro é ideal.
A equação dinheiro do valor representa um ato incompleto M – D para completá-lo é necessário o ato seguinte D – M, ou seja, a expressão do valor de uma mercadoria qualquer no VU de D deixa de ser a solução da contradição VxVU.
A simples existência da mercadoria é suficiente para evidenciar a existência de VxVU, mas a oposição sendo interna a mercadoria só pode ser observada através das relações de troca, ou seja, evidenciando o valor de troca (forma) como manifestação do valor (conteúdo). Excluindo-se a possibilidade de autoconsumo, teremos a 1ª forma de manifestação da oposição VxVU, um produtor não pode consumir o produto de seu próprio trabalho, para ele a mercadoria possui um valor ideal e deverá encontrar no mercado um valor-de-troca onde possa se manifestar. Essa é a condição “sine qua non” para a existência de mercadoria, o produto do trabalho humano, produzido para ser mercadoria, é apenas mercadoria em potencial, pois necessita de reconhecimento social. Os produtores estão inconscientemente ligados pelos elos invisíveis que submetem as partes ao todo e submetidos também a possibilidade de surgirem produtos do trabalho humano para os quais não existem consumidores e não tendo a mercadoria o seu valor-de-uso reconhecido socialmente, ocasionando destruição de trabalho humano gasto inutilmente, haverá também a redução da capacidade de consumo social, pois os produtores que não conseguirem alienar suas mercadorias estarão impossibilitados de adquirir outras. Estará caracterizado, portanto, o germe da crise de abundância e seguir a evolução da contradição VxVU é acompanhar o fenômeno mercadoria e observar simultaneamente a gestação das crises.
O dinamismo da mercadoria é evidenciado no processo das relações de trocas e através do uso das equações do valor, referencial teórico cujos processos das trocas são mais facilmente visualizados, pois representam um estágio historicamente determinado do desenvolvimento das relações de troca. A equação de valor também pode ser considerada como uma unidade formada pelo par de contrários dialéticos FRVxFEV (aplicando-se assim à ela todas as propriedades inerentes a esta categoria da filosofia).
A equação simples do valor (FRV) aM1 = bM2 (FEV), representa uma sociedade onde as trocas são atos isolados sem quaisquer ligações a montante ou a jusante. A equação extensiva (FRV) aM1 = bM2, cM3 ... qMn (FEV) são reconhecidas, nas trocas, os VU’s das mercadorias, mas não há nenhuma mercadoria de aceitação global.
Na equação geral do valor (FRV) bM2, cM3 ... qMn = aM1 (FEV), sendo aM1 de aceitação geral, mas não ainda dinheiro, poderá ela ter dois tipos de utilização: ou como bem de consumo ou como meio de circulação, representando portanto uma situação em que existem relações de troca a montante e a jusante. Ela ainda poderá ser substituída por outra que se apresente mais adequada às necessidades do desenvolvimento das trocas.
O grande salto qualitativo é visto na equação dinheiro do valor (FRV) aM1, bM2 ... qMn = D (FEV), o ouro como equivalente geral exclui definitivamente dessa função todas as outras mercadorias. Todos os produtos serão obrigados a realizar as operações de venda e troca e sempre deixando como prisioneiro da circulação um produtor qualquer possuidor de dinheiro.
Na equação dinheiro do valor a oposição VxVU atinge seu ponto máximo, a oposição interna, em cada mercadoria assumi uma nova forma de manifestação: a forma de oposição externa entre M e D. O reconhecimento do VU como valor-de-uso social do trabalho privado como parcela do trabalho social só poderá efetuar-se através da mercadoria dinheiro. No entanto, a realização do valor de uma mercadoria não significa, para o seu produtor, a aquisição de um VU que o permita satisfazer sua necessidade. O VU do dinheiro é ideal.
A equação dinheiro do valor representa um ato incompleto M – D para completá-lo é necessário o ato seguinte D – M, ou seja, a expressão do valor de uma mercadoria qualquer no VU de D deixa de ser a solução da contradição VxVU.
terça-feira, 27 de outubro de 2009
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
Pré-sal, Concessão e Partilha...
Na concessão todo petróleo/gás natural produzido é da empresa concessionária, na partilha parte é da empresa e parte é da União. Em relação à parcela do governo e das empresas, na concessão o governo usufrui de bônus de assinatura, royalties, participação especial, pagamento por ocupação e retenção de área... já a empresa terá direito a receita bruta menos parcela do governo. No sistema de partilha o governo tem direto a todo o óleo menos a parcela da empresa + bônus de assinatura, a empresa por sua vez terá custo em óleo mais excedente em óleo e gás da empresa. Portanto no que se refere a propriedade das instalações, no regime de concessão, pertencerá a empresa e na partilha pertencerá a União, o que leva a um menor gerenciamento e controle por parte do governo na concessão, o contrário é verificado no sistema de partilha.
Independente do sistema, de partilha ou concessão, o que as multinacionais querem é qualidade dos blocos explorados e transparência no processo licitatório da nova estatal. Riscos de deparar com um poço vazio existem tanto no sistema de concessões quanto no de partilha.
Sobre o debate em relação a distribuição dos royalties do pré-sal permanece acalorado, pelas normas atuais, Rio, São Paulo e Espírito Santo levariam integralmente a parte que cabe aos Estados na distribuição dos royalties e participações especiais, assim como os municípios às quais pertencem as regiões de exploração. Para o governador da Bahia (Estado que não tem reserva comprovada) Jaques Wagner do PT defende que a distribuição futura leve em conta a população de cada unidade federal eo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) das regiões.Em contraproposta o governador do Espírito Santo (Com boa expectativa de exploração) Paulo Hartung do PMDB, diz que é justo que todo o país tenha sua parte nos royalties da produção do pré-sal. No entanto ele afirmou que, em seu entendimento, o artigo 20 da Constituição garante o tratamento diferenciado às regiões produtoras. Enquanto cada um tenta puxar um pouco de vantagem para o seu lado, na Paraíba governos se omitem na disputa pelos seus interesses na questão do pré-sal, políticos só se inspiram em brigas políticas em busca de alavancar o poder para si próprio. Ante a essa omissão o Estado de Pernambuco sob a figura do governador Eduardo Campos sai na luta por uma divisão igualitária que não deixe o nordeste excluído ou marginalizado.
A produção do Pré-sal estará gerando R$18 milhões anuais em impostos, royalties e participações especiais em 2017, mas o que não se sabe é se a economia brasileira vai ter condições de sanear todo esse dinheiro.
Independente do sistema, de partilha ou concessão, o que as multinacionais querem é qualidade dos blocos explorados e transparência no processo licitatório da nova estatal. Riscos de deparar com um poço vazio existem tanto no sistema de concessões quanto no de partilha.
Sobre o debate em relação a distribuição dos royalties do pré-sal permanece acalorado, pelas normas atuais, Rio, São Paulo e Espírito Santo levariam integralmente a parte que cabe aos Estados na distribuição dos royalties e participações especiais, assim como os municípios às quais pertencem as regiões de exploração. Para o governador da Bahia (Estado que não tem reserva comprovada) Jaques Wagner do PT defende que a distribuição futura leve em conta a população de cada unidade federal eo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) das regiões.Em contraproposta o governador do Espírito Santo (Com boa expectativa de exploração) Paulo Hartung do PMDB, diz que é justo que todo o país tenha sua parte nos royalties da produção do pré-sal. No entanto ele afirmou que, em seu entendimento, o artigo 20 da Constituição garante o tratamento diferenciado às regiões produtoras. Enquanto cada um tenta puxar um pouco de vantagem para o seu lado, na Paraíba governos se omitem na disputa pelos seus interesses na questão do pré-sal, políticos só se inspiram em brigas políticas em busca de alavancar o poder para si próprio. Ante a essa omissão o Estado de Pernambuco sob a figura do governador Eduardo Campos sai na luta por uma divisão igualitária que não deixe o nordeste excluído ou marginalizado.
A produção do Pré-sal estará gerando R$18 milhões anuais em impostos, royalties e participações especiais em 2017, mas o que não se sabe é se a economia brasileira vai ter condições de sanear todo esse dinheiro.
sexta-feira, 21 de agosto de 2009
Capital Bancário (financeiro)
O banqueiro entrega materialmente o dinheiro ao capitalista industrial, com os juros da mercadoria que ele esta vendendo, mas entrega também o valor. E como essa operação é possível? De entregar valor e valor-de-uso simultaneamente?
Isto só é possível se houver um ato jurídico que garanta a devolução do valor depois, ou seja, a operação bancária só é possível se houver um estado organizado.
A mercadoria capital, que se apresenta sob a forma de dinheiro, é recebida pelo capitalista industrial e nessa operação aliena-se a utilidade e o seu valor à pessoa que a comprou. Em uma atividade comercial normal vende-se a mercadoria, mas se retém o valor dela. O valor-de-uso que o capitalista compra não vai ser só o V.U do dinheiro, tem outro V.U escondido, que é o de produzir mais-valia.
Capital função = industriais
Capital propriedade = banqueiros
Aparentemente esta se negociando dinheiro, mas na verdade este dinheiro que esta sendo negociado é dinheiro na forma de capital, pois o objetivo é trocá-lo por D + D. Estando-se a negociar uma coisa sob a forma de dinheiro com o objetivo de crescer, essa coisa em questão não pode ser dinheiro, é algo que tem a forma de dinheiro, mas em seu conteúdo é capital.
Portanto a mercadoria capital é uma mercadoria especial, cujo valor-de-uso é crescer, é este V.U que se esta comprando e vendendo, ou seja, a “capacidade de crescer”. O grande problema é a facilidade de produzi-la indiscriminadamente.
O capital se apresenta sob a forma de dinheiro e cuja venda se apresenta sob a forma de empréstimo, os juros são o seu preço irracional (o preço irracional do dinheiro é o preço da mercadoria capital) e este é uma parcela da mais-valia, que é produzida pelo capital industrial ou comercial, e que é servida ao capitalista banqueiro pela compra da mercadoria capital.
“Empréstimo de dinheiro é empréstimo de capital sob a forma de dinheiro. É uma função que não é do dinheiro, mas sim do capital que se apresenta sob a forma deste.”
A parte que o capital financeiro se apropria da mais-valia se chama juros ou dividendos, há vários tipos de remuneração que dão margem ao rendimento.
Quando os juros não podem ser determinados pelo T.T.S.N. ele é chamado de preço irracional do capital. Porque não tem por base a lei do valor, a única coisa que acerta os juros é a lei da oferta e da procura. Na teoria neoclássica a única e exclusiva coisa que é determinada pela lei da oferta e da procura é o preço da mercadoria capital.
O capital financeiro assumiu ao longo do tempo não só a forma de empréstimo em dinheiro, mas também a de papéis. E qualquer que seja a forma assumida ela se remunera da mesma maneira, através de uma taxa que se insere sobre o montante (que é o investimento).
Isto só é possível se houver um ato jurídico que garanta a devolução do valor depois, ou seja, a operação bancária só é possível se houver um estado organizado.
A mercadoria capital, que se apresenta sob a forma de dinheiro, é recebida pelo capitalista industrial e nessa operação aliena-se a utilidade e o seu valor à pessoa que a comprou. Em uma atividade comercial normal vende-se a mercadoria, mas se retém o valor dela. O valor-de-uso que o capitalista compra não vai ser só o V.U do dinheiro, tem outro V.U escondido, que é o de produzir mais-valia.
Capital função = industriais
Capital propriedade = banqueiros
Aparentemente esta se negociando dinheiro, mas na verdade este dinheiro que esta sendo negociado é dinheiro na forma de capital, pois o objetivo é trocá-lo por D + D. Estando-se a negociar uma coisa sob a forma de dinheiro com o objetivo de crescer, essa coisa em questão não pode ser dinheiro, é algo que tem a forma de dinheiro, mas em seu conteúdo é capital.
Portanto a mercadoria capital é uma mercadoria especial, cujo valor-de-uso é crescer, é este V.U que se esta comprando e vendendo, ou seja, a “capacidade de crescer”. O grande problema é a facilidade de produzi-la indiscriminadamente.
O capital se apresenta sob a forma de dinheiro e cuja venda se apresenta sob a forma de empréstimo, os juros são o seu preço irracional (o preço irracional do dinheiro é o preço da mercadoria capital) e este é uma parcela da mais-valia, que é produzida pelo capital industrial ou comercial, e que é servida ao capitalista banqueiro pela compra da mercadoria capital.
“Empréstimo de dinheiro é empréstimo de capital sob a forma de dinheiro. É uma função que não é do dinheiro, mas sim do capital que se apresenta sob a forma deste.”
A parte que o capital financeiro se apropria da mais-valia se chama juros ou dividendos, há vários tipos de remuneração que dão margem ao rendimento.
Quando os juros não podem ser determinados pelo T.T.S.N. ele é chamado de preço irracional do capital. Porque não tem por base a lei do valor, a única coisa que acerta os juros é a lei da oferta e da procura. Na teoria neoclássica a única e exclusiva coisa que é determinada pela lei da oferta e da procura é o preço da mercadoria capital.
O capital financeiro assumiu ao longo do tempo não só a forma de empréstimo em dinheiro, mas também a de papéis. E qualquer que seja a forma assumida ela se remunera da mesma maneira, através de uma taxa que se insere sobre o montante (que é o investimento).
Capital Comercial
O capital comercial participa indiretamente da produção de mais-valia, pois abrevia o centro de circulação do capital industrial e, portanto o do capital social, aumentando a sua rotação, ou seja, a taxa de lucro. Ele liberta capital para a produção, amplia o mercado e a divisão do trabalho contribuindo para o aumento da produtividade. Mas isso se o investimento em capital comercial for menor do que o gasto de vendas dos capitais industriais somados, se verificado o contrário, não haveria vantagem e razão para a sua existência. Atualmente todas as técnicas de gestão estão voltadas para o aumento da velocidade de rotação do capital, pois assim consegue-se, sem mudar o pacote de investimentos ou tecnologias, aumentar a massa de mais-valia, ou seja, a taxa de lucro.
Inicialmente o capitalista comerciante para comprar a produção tem que ter capital próprio para comprar e vender, além daquele que é investido para se montar o escritório, é o denominado capital para transações; não é nem capital variável nem capital constante, pois não entra em nenhum processo produtivo, ele é dinheiro e vai manter-se o tempo todo nessa forma, não se materializando em nada, nem em salários nem em máquinas e equipamentos, é dinheiro que sai do banco e volta para o banco.
Com a distribuição da mais-valia através do lucro médio, os capitalistas comerciais vão ter direito a uma parte e os industriais à outra.
Somatório das mais-valias/Somatorio dos investimentos = Taxa de lucro médio (da sociedade)
O mecanismo utilizado pelo comércio é o das taxas de desconto que os comerciantes ganham para vender, o comerciante pode receber descontos sem que o industrial esteja perdendo dinheiro, pois ele vai entregar uma parte da mais-valia dele em troca do aumento da velocidade de rotação de seu capital. Então a existência do capital comercial aumenta a rotação do capital industrial, mas não altera o investimento, há apenas o aumento do seu faturamento (em algumas exceções pode diminuí-lo).
Se o volume de capitalistas comerciantes aumenta em demasia na sociedade, engolindo uma quantidade de mais-valia grande demais, sem correspondente resultado de aumentar a velocidade de rotação, o capitalista industrial simplesmente baixa a taxa de investimento e assim eliminam-se os comerciantes mais incompetentes. Cada vez mais na passagem M’- D’ precisa-se menos de revendedor, historicamente o capital comercial esta com os seus dias contados. Assim o volume de capital comercial que existe na sociedade é rigorosamente controlado pelo capital industrial, no momento em que esse começa a prejudicar a indústria os capitalistas industriais acabam com eles, esse é um fenômeno permanente no modo capitalista de produção.
Inicialmente o capitalista comerciante para comprar a produção tem que ter capital próprio para comprar e vender, além daquele que é investido para se montar o escritório, é o denominado capital para transações; não é nem capital variável nem capital constante, pois não entra em nenhum processo produtivo, ele é dinheiro e vai manter-se o tempo todo nessa forma, não se materializando em nada, nem em salários nem em máquinas e equipamentos, é dinheiro que sai do banco e volta para o banco.
Com a distribuição da mais-valia através do lucro médio, os capitalistas comerciais vão ter direito a uma parte e os industriais à outra.
Somatório das mais-valias/Somatorio dos investimentos = Taxa de lucro médio (da sociedade)
O mecanismo utilizado pelo comércio é o das taxas de desconto que os comerciantes ganham para vender, o comerciante pode receber descontos sem que o industrial esteja perdendo dinheiro, pois ele vai entregar uma parte da mais-valia dele em troca do aumento da velocidade de rotação de seu capital. Então a existência do capital comercial aumenta a rotação do capital industrial, mas não altera o investimento, há apenas o aumento do seu faturamento (em algumas exceções pode diminuí-lo).
Se o volume de capitalistas comerciantes aumenta em demasia na sociedade, engolindo uma quantidade de mais-valia grande demais, sem correspondente resultado de aumentar a velocidade de rotação, o capitalista industrial simplesmente baixa a taxa de investimento e assim eliminam-se os comerciantes mais incompetentes. Cada vez mais na passagem M’- D’ precisa-se menos de revendedor, historicamente o capital comercial esta com os seus dias contados. Assim o volume de capital comercial que existe na sociedade é rigorosamente controlado pelo capital industrial, no momento em que esse começa a prejudicar a indústria os capitalistas industriais acabam com eles, esse é um fenômeno permanente no modo capitalista de produção.
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